quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Corporações disponibilizam publicamente “patentes ecológicas”
















Diversas patentes ecológicas foram liberadas para domínio público pelo Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e a IBM, em parceria com Nokia, Pitney Bowes e Sony.

As patentes empenhadas ao “Eco-Patent Commons”, como foi denominado, apresentam inovações concentradas nas questões ambientais e também em processos industriais ou de negócios em que a solução fornece um benefício ambiental. Por exemplo, uma empresa pode empenhar uma patente para um processo industrial que reduza a geração de resíduos perigosos, ou o consumo de energia e água. Já uma outra poderá compreender uma solução de compra ou logística que possa reduzir o consumo de combustível.

O portfólio do "Eco-Patent Commons" está disponível em um website público e exclusivo para esse fim, hospedado pelo WBCSD (http://www.wbcsd.org/web/epc).

“O Eco-Patent Commons oferece uma oportunidade de liderança única e significativa para as empresas fazerem a diferença, compartilhando as suas inovações e soluções em defesa do desenvolvimento sustentável”, disse o presidente do WBCSD,Bjorn Stigson. “O Eco-Patent Commons também oferece uma oportunidade para as empresas e outras entidades identificarem áreas de interesse comum e estabelecerem novos relacionamentos que possam levar a um desenvolvimento nas tecnologias patenteadas e em outras áreas”.

Os exemplos dos benefícios ambientais esperados para essas patentes incluem:

• A conservação de energia ou melhorias na eficiência energética ou de combustíveis

• A prevenção da poluição (redução de fontes geradoras e de resíduos)

• O uso de materiais ou substâncias ambientalmente preferíveis

• A redução no uso da água ou de materiais

• Ampliação das oportunidades de reciclagem


“A inovação para tratar de questões ambientais exigirá tanto a aplicação de tecnologia como também novos modelos para o compartilhamento da propriedade intelectual entre empresas em diversos segmentos de mercado”, disse o vice-presidente sênior e diretor da IBM Research, John E. Kelly III. “Como líder em patentes nos EUA por 15 anos consecutivos, com 3.125 patentes publicadas em 2007, a IBM está entusiasmada em disponibilizar suas patentes e colocá-las a serviço do meio-ambiente. Além de permitir que novos participantes se comprometam com a preservação ambiental, a livre troca de propriedade intelectual acelerará o trabalho no próximo nível de desafios ambientais. Nós encorajamos fortemente outras empresas a contribuir para o Eco-Patent Commons”.

A associação ao Eco-Patent Commons é aberta a todos os indivíduos e empresas que contribuam com uma ou mais patentes. Fica a critério de cada organização a seleção e a submissão das patentes a serem empenhadas. As empresas fundadoras e o WBCSD convidam outras empresas interessadas a se tornarem membros e a participarem desta iniciativa promovendo a inovação e a colaboração para ajudar a proteger o planeta.

O Eco-Patent Commons foi originalmente proposto na conferência Global Innovation Outlook (GIO) da IBM, que reuniu centenas de líderes empresariais, políticos, acadêmicos e de entidades sem fins lucrativos para discutir desafios sociais e de negócios, demonstrando o poder e os benefícios de modelos de inovação colaborativa e aberta.

“Este é o momento para as empresas unirem esforços para proteger o ambiente mais eficazmente, ao invés de tentar solucionar as questões sozinhas. Nós realmente acreditamos que este esforço conjunto representará um passo significativo e ajudará a transferir idéias e tecnologias inovadoras entre os diversos segmentos de mercado e além das fronteiras dos países desenvolvidos. Estamos entusiasmados para lançar essa plataforma e compartilhar tecnologias que resultarão em mudanças positivas no meio-ambiente”, afirmou o gerente geral do departamento de Responsabilidade Social Coportativa da Sony, Hidemi Tomita.

Para o diretor de Propriedade Intelectual da Nokia, Donal O’Connell, as questões ambientais têm grande potencial para ajudar a descobrir a próxima onda de inovações, já que induzem a pensar diferentemente sobre como fazer, consumir e reciclar.


(Carbono Brasil)

sábado, 12 de janeiro de 2008

III Conferência Estadual do Meio Ambiente www.IIIcema.blogspot.com
















CONHEÇA TODOS OS DETALHES E O QUE ACONTECE NAS CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS EM www.IIIcema.blogspot.com
O BLOG CRIADO PARA MANTER A TODOS ATULAIZADOS

Aquecimento global ganha força na corrida presidencial dos EUA











Aquecimento global ganha força na corrida presidencial dos EUA

Por Paula Scheidt, do CarbonoBrasil
Pesquisador propõe dividendo do carbono nos EUA

No último ano, os rumos políticos em relação às mudanças climáticas sofreram várias modificações. O limite das emissões de dióxido de carbono (CO2) e de outros gases causadores do efeito estufa, por exemplo, passou a ser visto como uma ação inevitável para os Estados Unidos.

Essa necessidade abre caminho para uma discussão ainda mais importante, sobre como essas reduções serão alcançadas. No meio desse debate, surgiu uma idéia nova: a de se criar um dividendo do carbono.

Imagine que a legislação imponha um corte nas emissões de 20% até 2020 e de 80% até 2060. Chegar a essa meta significa que limites deverão ser estabelecidos em cada setor da economia e em cada indústria. Ou, em outras palavras, cada setor e indústria do país terá o direito de emitir apenas uma determinada quantidade de gases-estufa.

Esses direitos obviamente são valiosos e a questão que surge é se eles poderão ser dados para indústrias ou se terão de ser leiloados pelo governo. O primeiro caso resultaria em uma grande vantagem para as companhias que recebessem as permissões (uma vez que o direito de emitir carbono teria um valor consideravelmente alto, estimado entre 10 e 100 dólares por tonelada, dependendo do limite geral).

A segunda opção, o leilão, elevaria o preço da energia e dos produtos, atingindo o bolso dos consumidores num nível de centenas de bilhões de dólares. Por outro lado, leiloar as permissões também resultaria em lucros de centenas de bilhões de dólares para o país.

De um ponto de vista econômico, o leilão é apresentado como a melhor solução. Também é a proposta com a qual os candidatos à presidência dos Estados Unidos, como Hillary Clinton, Barack Obama, e John Edwards simpatizam.

A pergunta que fica no ar é: o que seria feito com o dinheiro? A idéia que vem naturalmente à mente das pessoas é a de se usar uma grande parte desse montante para incentivar ou subsidiar novas tecnologias limpas ou mesmo ajudar empresas a construírem novos carros movidos a combustíveis mais eficientes.

No entanto, há uma proposta potencialmente melhor, apresentada por Peter Barnes, diretor e fundador de um pequeno instituto de pesquisa chamado “Tomales Bay Institute”.

Ele sugere dividir o dinheiro igualmente entre os americanos como um dividendo (uma renda atribuída a cada ação de uma sociedade anônima), assim como os cheques que os moradores do Alasca recebem pela venda do óleo do estado.

Barnes acredita que o dinheiro do leilão não precisa necessariamente ser investido em novas tecnologias. Afinal de contas, os altos preços da energia fóssil (ocasionados pelos custos das emissões de carbono) farão a energia eólica, a solar e outras fontes limpas competitivas sem a necessidade de subsídios adicionais. E retornar o dinheiro para os consumidores pode iniciar o que os economistas chamam de círculo virtuoso.

Na média, cada americano receberá de volta a mesma quantia que deve compensar no preço do carbono. No entanto, aqueles que mudarem o estilo de vida para consumir menos energia irão pagar menos, enquanto continuarão ganhando os mesmos dólares do governo.

É um incentivo poderoso para que os cidadãos se tornem ainda mais eficientes energeticamente. “Aqueles que conservarem, serão recompensados, à medida que os gastadores pagarão mais”, diz Barnes.

A idéia irá vingar? Há uma estrada longa pela frente. Mesmo que Washington estipule limites de emissão e leiloe as permissões, a tentação de ficar com o dinheiro e aplicá-lo em programas de sua preferência é enorme. Mas é uma idéia que deve ser levada em conta.
(CarbonoBrasil, com informações da BusinessWeek e do site GreenBiz)


Os resultados das primeiras prévias das eleições presidenciais norte-americanas dão um sinal de que a questão ambiental estará sim em foco no próximo governo e fortaleceram as expectativas de uma grande guinada política em 2009, com críticas implicações para o futuro da ação global contra as mudanças climáticas.

Enquanto a administração Bush se nega a assumir metas e impor preços sob o carbono através de comércio de emissões ou impostos, os candidatos ao cargo neste ano apóiam este caminho.

Democratas

Os democratas se unificaram em torno de metas de cortes drásticos nas emissões em meados do século. Barack Obama, Hilary Clinton e John Edwards, todos apóiam uma redução de 80% até 2050 e um esquema ‘cap and trade’.

Através de um sistema denominado “cap and trade” (algo como captura e comércio), as empresas e instituições que o integram recebem metas de redução das emissões de gases do efeito estufa e, para cumpri-las, podem adquirir créditos de carbono ou vender os créditos advindos de reduções além da cota.

Mas será possível alcançar consenso para atingir este ambicioso objetivo no Congresso? Obama garante que, com liderança presidencial, é possível. “Esta será a prioridade número um do meu governo”, afirma.

Obama ressalta que é preciso lidar com o fato de que muitas das usinas energéticas do país são de queima de carvão e considerar os investimentos que deverão ser feitos no seqüestro de carbono. “Se nós garantirmos que as duras tarefas e benefícios de uma política ambiental forte eventualmente se espalhem por toda a economia, então as pessoas irão querer nos ver agindo de maneira agressiva contra este problema”, diz.

Republicanos

Entre os republicanos, as posições variam um pouco ou não são expostas com clareza. Porém, o resultado da primeira rodada das primárias eleitorais nos estados de Iowa e New Hampshire colocou a frente da corrida os republicanos que apóiam ações climáticas.

O senador John McCain, vencedor republicado em New Hampshire, tem sido um forte defensor do esquema de comercio de emissões e um dos autores do projeto McCain-Leiberman no Senado, que propõe um corte de 65% das emissões em 2050. Mike Huckabbe, que triunfou em Iowa, também apóia a implementação de um comércio de emissões, mas não se compromete com nenhuma meta de redução integrada ao esquema de negociações.

Outros candidatos republicanos não são tão entusiasmados. Rudy Giuliani não declarou nenhuma política firme de mudanças climáticas enquanto que Mitt Romney apóia o regime de comércio de emissões se criado em conjunto com outros grandes emissores, como China e Índia. “Nós não chamamos de aquecimento americano, nós chamamos de aquecimento global”, disse durante um discurso na Carolina do Sul, no ano passado.

Metas de longo prazo são o primeiro passo para alcançar um mercado de carbono viável e colocar a economia num caminho de transição para o chamado “low carbon”. Os detalhes das propostas de esquema de “cap and trade” e de metas de redução de emissões, no entanto, serão o verdadeiro teste de qualquer política climática que surja com o novo presidente.

Obama e Hillary apóiam a proposta “Ato de redução de poluição e aquecimento global” do Senado, que pede a volta das emissões para os níveis de 1990 em 2020 com uma contínua redução a cada década para alcançar 80% abaixo em 2050. Edwards apóia por completo o uso de permissões de emissões em um esquema obrigatório de “cap and trade”.

Se McCain continuar fiel a proposta feita ao Senado, pedirá a captura de emissões para alcançar em 2012 os níveis de 2004 e, em seguida, chegar em 2020 com os níveis de 1990, o que é o equivalente a cortar 15% os níveis atuais. Mas é enfático ao ser contra impostos de carbono. “Não. Cap and trade, para mim, é muito mais capitalista e orientado pelo liberalismo econômico”, afirma.

Eficiência energética

Padrões de eficiência de combustíveis em motores de automóveis também se tornaram um campo de batalha político nos Estados Unidos e uma peça chave nas políticas climáticas. Os candidatos democratas querem que padrões rígidos sejam impostos aos fabricantes – Obama sugere 50 milhas por galão em 2025, Clinton 40 mpg em 2017 e Edwards 55 mpg em 2030.

Hillary propõe ainda criar o Fundo Estratégico de Energia para financiar a transição para energias limpas, com recursos vindos de impostos que seriam cobrados de companhias petroleiras. A legislação permitiria a isenção de impostos àquelas que investirem em fontes alternativas como eólica e etanol. “Nós também tiraríamos os subsídios e usaríamos o fundo para criar uma indústria de energia limpa e milhões de emprego no país”, disse a candidata.

Entre os republicanos, McCain apóia altos padrões de combustíveis sem comprometer-se com nenhum, Huckabee é a favor de 35 mpg em 2020, Romney é contra qualquer proposta de padrão e Giuliani ainda não se pronunciou.
(CarbonoBrasil, com informações do Grist.org)



Dia de mobilização e ação em todo o planeta Jan 11, '08


















Semana de mobilização culminará em um Dia de Mobilização e Ação Global em 26 de Janeiro para mostrar que um outro mundo é possível.

São Paulo, SP - No final de Janeiro, milhares de pessoas ao redor do planeta irão marchar, protestar, celebrar e promover discussões em vilas, zonas ruais e centros urbanos em centenas de ações descentralizadas e auto-organizadas. Uma semana de mobilização, culminando em um Dia de Mobilização e Ação Global em 26 de Janeiro para mostrar que um outro mundo é possível. Até o dia 5 de janeiro, 850 organizações de 64 países já haviam se cadastrado no site do Fórum.

Nestes mesmos dias, o “velho” mundo se encontrará em Davos para o Fórum Econômico Mundial, reunindo seus economistas e especialistas, suas ideologias e técnicas que produzem violência, exploração, exclusão, pobreza, fome e catástrofes ecológicas, privando a humanidade de seus direitos fundamentais e esgotando os recursos naturais da Terra.

O Fórum Social Mundial é um espaço aberto ao encontro de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que pretendem levantar questões, debater idéias, formular propostas, compartilhar experiências e construir redes de articulação para ação concreta. Estes movimentos se opõem ao mundo dominado pelo capital e por todas as formas de imperialismo e dominação.

Desde o primeiro encontro em 2001, o Fórum Social Mundial se tornou um processo permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais.

Nos últimos sete anos, os Fóruns Sociais Mundiais aconteceram sempre no final de Janeiro em diferentes lugares do planeta e esse espírito de diversidade continuará a ser refletido nas atividades planejadas para o Dia de Mobilização e Ação Global de 2008.

O site http://www.wsf2008.net é a principal ferramenta para articulação dos participantes do Fórum descentralizado de 2008. Convide seus amigos e parceiros para se inscrever no site, contribua com os Espaços de Ação, apresente a sua atividade, publique vídeos e notícias e conecte a sua ação com outras.


AÇÕES PROGRAMADAS

Veja algumas ações programadas para a Semana de Ação e Mobilização Global do Fórum Social Mundial de 2008.

Na ALEMANHA:

- Haverá uma Feira Aberta em Stuttgart ligada ao Dia de Mobilização e Ação Global do FSM – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1152

- o FSM também acontecerá em Frankfurt: http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1448.

- Em Wuppertal, um seminário sobe mudanças climáticas - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2601

Na ARGENTINA:

- Em Buenos Aires haverá um debate sobre Sexualidade e Espaço Público: http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1583

Na ARGÉLIA:

- Encontro magrebino sobre o tema “Altermundismo: mitos e realidades”: http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1749

Na ÁUSTRIA:

- Um Carnaval de Solidariedade em Vienna.

Na BÉLGICA:

- O Fórum Social Belga está organizando um tour guiado por “uma Bruxelas diferente”, convidando pessoas a visitar a cidade e conhecer seus movimentos e associações simultaneamente. Está planejada toda uma semana de mobilização que também inclui atividades interativas como vídeo-conferências: http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1038

No BRASIL:

- Em Belém, um grande desfile de carnaval vai tomar as ruas. - No Rio de Janeiro, uma feira alternativa e um show gratuito levarão músicos famosos e artistas de favelas à beira da praia - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2344.

- Em São Paulo, há diferentes eventos, como o Sábado Feira - um evento cultural e político http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1235, e um grande ato público chamado pela Coordenação de Movimentos Sociais (CMS), que acontecerá no centro de São Paulo à tarde - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2910. Esse ato será antecedido por atividades de rua realizadas durante a manhã nas diversas regiões da cidade.

- Em Curitiba, acontece a marcha de mobilização para o Fórum Social do Mercosul - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1198 – e uma Bicicletada em prol de uma outra forma de mobilidade nas cidades - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1548.

- Em outras cidades como Natal, Goiânia, Belo Horizonte e Pelotas também acontecerão atividades.

Em CAMARÕES:

- Luta Contra Trapaceiros na Internet - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1605

No CANADA:

- Organizações do Quebec estão organizando uma semana simbolicamente ligada à imagem de neve e fogo, sob a idéia de “A neve está queimando”: http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1139

Na CATALUNHA:

- Organizações da sociedade civil promoverão o primeiro Fórum Social Catalão (FSCat) entre 25 e 27 de Janeiro. E a sala de reuniões da Universidade Barcelona dará lugar a uma grande projeção de vídeos ligados a movimentos de todo o mundo – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1115

No CHILE:

Em Santiago, uma manifestação de cidadãos – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2297

Na COLÔMBIA:

A comunidade local do FSM está focando as atividades na luta contra pobreza e exclusão e um grande show acontecerá em Bogotá - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1717

No CONGO:

O dia vai coincidir com vários fóruns sociais locais, um deles em Kinshasa. Outras três províncias também manifestaram a intenção de promover algumas atividades.

Na COSTA RICA:

- Em San Jose acontecerão atividades acadêmicas e culturais sobre conservação da água e a importância desta para o planeta Terra - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1570

Em CUBA:

- Uma manifestação pública e uma conferência de imprensa lançará o chamado para a IV Assembléia Geral dos Povos do Caribe (IV APC) em Havana – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1275

Em EL SALVADOR:

- Em San Salvador as atividades começarão em 19 de Janeiro com uma convocação às organizações das comunidades para se mobilizarem durante o Dia de Mobilização e Ação Global - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2182

Na FINLÂNDIA:

- As atividades do dia de mobilização do FSM estarão sob o tema “neoliberalismo e Ação Cidadã” - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2162

Na FRANÇA:

- Uma grande mobilização em Paris e outras iniciativas sobre migração e a Guerra no Iraque em diversas cidades, como Nantes - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2596.

- Em Lyon haverá debates e projeções de vídeos, além de performances artísticas - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2685

- Em Nice, mais alguns debates - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2066

Na GALÍCIA:

- Assembléia dos Movimentos Sociais na Universidade de História e Geografia, em Santiago de Compostela - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1812

No HAITI:

- Uma conferência de imprensa no dia 19 de Janeiro e intervenções no rádio e na televisão acontecerão durante a semana - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2290

Na ÍNDIA:

- Em Maharashtra haverá um protesto de agricultores reféns de dívidas e seus apoiadores. Em Mumbai uma passeata está sendo planejada.

Na INDONESIA:

- Grupos de agricultores responderão ao chamado da Via Campesina, unindo pequenos e médios produtores, sem-terra, mulheres e jovens do meio rural, comunidades indigenas e trabalhadores do campo.

No IRAQUE:

- O Centro Hiwar (significa “diálogo” em Curdo) está coordenando atividades que acontecerão em Erbil, Dohuk, Suleymania e outras cidades do Iraque Curdo. A idéia é promover uma discussão entre políticos e ativistas islâmicos, sindicatos, ONGs e a sociedade civil. O Centro Hiwar também se encarregará de produzir material em árabe para o FSM, que serão colocados nos sites da rede iraquiana envolvidos com direitos humanos e contra violência.

- O movimento antiviolência LAONF revelou interesse em organizar ações descentralizadas em algumas cidades do centro e do sul do país.

- Em Najaf, uma celebração dentro de uma escola deverá acontecer para dar apoio a campanhas contra violência e a violação dos direitos da criança desde o início da ocupação – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2492.

- Na cidade de Samawa, todas as crianças que tiverem armas de brinquedo serão convidadas a troca-las por uma bola - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2692

Em ISRAEL:

- O Centro de Informação Alternativa está organizando um evento contra a ocupação dos territórios Palestinos e sobre a comunicação de informações em toda Israel sobre o que estará acontecendo na Palestina no Dia de Mobilização e Ação Global.

Na ITÁLIA:

- Diversos eventos acontecerão em Roma, Florença e outras regiões sobre questões referentes à paz, desarmamento, racismo, xenofobia e economia solidária - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/921 – em Genova, no dia 25 de Janeiro o Consorzio Zenzero ARCI Genova apresentará a campanha "Un futuro senza atomiche" (Um Futuro Sem Energia Nuclear) - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2617

No JAPÃO:

- Para protestar contra a reunião do G8 que acontecerá em Hokaido, sindicatos, ONGs e um grande leque de movimentos sociais se unirão no Dia de Ação Global. Em foco também os diretos do trabalhador, migração, paz e direitos humanos – http://2008.jan26.jp/ e http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1260

No LÍBANO:

- O Fórum Social de Resistência Internacional de Beirute acontecerá entre 26 de Janeiro e 2 de Fevereiro de 2008.

Na MAURITÂNIA:

- O Fórum Social Magreb acontecerá na Mauritânia e o Conselho Africano está organizando apoio às iniciativas conectadas ao Dia de Mobilização e Ação Global – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1397

– Um debate acontecerá em Nouadhibou - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2282

No MÉXICO:

- O Fórum Social Mexicano apresentará conferências, fóruns, oficinas, manifestos e denúncias feitas pelos principais movimentos sociais, por grupos de agricultores, trabalhadores, estudantes, etc. - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1078

Na PALESTINA:

- A Campanha Outra Voz organizará ações pedindo solidariedade internacional para com os habitantes de Gaza e estão planejando um evento em Ramallah para denunciar todas as mortes de palestinos na região.

- A Campanha Contra o Muro de Separação, formado por membros da comunidade palestina e o comitê Nacional em prol da Comemoração do Nakba apóiam o Dia de Mobilização e Ação Global e convidam todas as pessoas a mostrar sua solidariedade com os palestinos, iraquianos, iranianos, libaneses, sírios e afegãos, que encaram diariamente o estado de sítio, ocupação territorial e ameaças militares – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1148.

- Um comboio internacional em direção a Gaza irá partir em direção à fronteira de Karni, tanto do lado israelense quanto do palestino - http://www.end-gaza-siege.ps/EnReports/Events/Alert%20for%20Action.htm.

Nas FILIPINAS:

- A União Pare a Guerra promoverá um protesto em frente à embaixada dos Estados Unidos em Manila. Eventos no People's Camp acontecerão nos dias 24 e 25 de Janeiro e uma grande mobilização no dia 26 - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2403

Em PORTUGAL:

- Em Setúbal haverá uma feira política e cultural - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2449

Na ROMÊNIA:

- A Fundação Ação Ecológica Romêna e a Associação para o Desenvolvimento do Fórum Social Romeno organizarão o Simpósio Europeu “Outro Mundo é Possível” na cidade Rimnicu-Vilcea - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2509

Na CORÉIA DO SUL:

- Haverá uma semana de ação envolvendo vários movimentos sociais, de 21 a 25 de Janeiro. Cada dia terá como foco um tema principal - http://action126.net/ e http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1737

Na ESPANHA:

- Em Madrid, performances e debates em prol da paz no Oriente Médio e na defesa dos direitos humanos, serviço público e meio ambiente – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1159.

- Na Andaluzia, uma reunião dos movimentos sociais está marcada – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2416.

No SRI LANKA:

- Uma convergência nacional de organizações populares acontecerá em Colombo - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2616

Na SUÉCIA:

- Feira de comércio justo, curtas-metragens sobre solidariedade e meio ambiente, música sem intervalos, grupos de estudos se preparando para o ESF em Malmoe – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2728.
- Um fórum social local acontecerá no centro de Stocolmo, terminando com a festa "Se eu não puder dançar, esta não é a minha revolução..." - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1124

Na SUÍÇA:

- Em Zurique, a conferência “O outro Davos” irá se opor ao Fórum Econômico Mundial de Davos - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2153

Na TURQUIA:

- Mobilizações em Istanbul, Ankara e Izmir - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2237

No REINO UNIDO:

Em Londres, haverá ação direta para bloquear a nova estação de energia baseada na queima de carvão - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2441

Nos ESTADOS UNIDOS:

- Em Atlanta, a Caravana de Pessoas Pobres e Assembléia de Movimentos reunirá milhares de vozes pedindo mudanças – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1882.

- Em São Francisco, uma exibição no Emergency Biennale da Chechênia é um dos projetos da Global Commons Foundation – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2668.

- Na fronteira com o México, ações contra o muro que está sendo construído pelo governo estadunidense.

- Em Nova Orleans, ações com o tema do "Direito ao Retorno", pela solidariedade com os habitantes da Costa do Golfo e dos sobreviventes do furacão Katrina.

- Em Vermont, uma grande reunião de trabalhadores, estudantes, educadores, médicos e enfermeiros construirão um movimento em prol dos direitos dos trabalhadores, de salários justos, da justiça econômica, de um sistema de saúde de qualidade para todos e da solidariedade global – http://www.wsf2008.net/pt-br/node/2081.

Em Indiana, cidadãos da região de South Bend começarão a discutir se/porque/como organizar um Fórum Social naquela região - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1128


OUTRAS INICIATIVA GLOBAIS:

- a CARITAS INTERNACIONAL apresentou um chamado a todos seus membros a participar - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1167

- a COALISÃO INTERNACIONAL DE MORADIA realiza a campanha "Moradia para Todos!" - http://www.wsf2008.net/pt-br/node/1930

- a ALIANÇA SOCIAL CONTINENTAL propõe a organização de atividades solidárias com foco especial na realidade boliviana - http://www.asc-hsa.org

- VIA CAMPESINA fez um chamado de mobilização em todos os 56 países onde está presente contra as multinacionais do agronegócio e pela diversidade no planeta - http://www.viacampesina.org/

- MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES: A MMM enviou um chamado mundial para solidariedade com as mulheres de todo o mundo, especialmente aquelas que se encontram em áreas de conflito, como Burma, Colômbia, Haiti, Irã, República Democrática do Congo, Sudão e não poderão sair às ruas no dia 26. A proposta é fortalecer a solidariedade entre as mulheres e mostrar que a violência patriarcal é uma realidade na maioria dos países - http://www.wmw-action26january.blogspot.com/


Mais informações estão no site http://www.wsf2008.net.

* Texto da redação da EcoAgência com informações da organização do FSM2008.

(Envolverde/Ecoagência)

Em SP, parque é construído com entulho reciclado.11/01/08


Um projeto totalmente pioneiro promete trazer para a cidade de São Paulo (SP) um novo modelo de construção.


Trata-se do Parque do Povo " localizado em uma das áreas mais nobres da capital paulista, no Itaim Bibi -, que está sendo criado com materiais de imóveis demolidos.

Com um terreno de 111 mil m², o local, que foi ocupado irregularmente por mais de 20 anos, receberá resíduos de 80 imóveis dos antigos moradores do espaço, de demolições da região da Nova Luz, no Centro da cidade, e de um empreendimento imobiliário desenvolvido pela construtora Wtorre, próximo à área.

"O entulho que seria jogado num aterro e que certamente geraria problemas ambientais passa a ganhar um novo destino. Também há uma redução de custos com a obra do parque de cerca de 20%, uma vez que não é preciso comprar materiais novos", explica o arquiteto da Secretaria da Subprefeitura e responsável pelo projeto André Graziano.

Para a reciclagem e o reaproveitamento do entulho a Prefeitura de São Paulo firmou uma parceria com a construtora, que será responsável pela execução dos projetos arquitetônico e paisagístico do parque e a manutenção do local pelos próximos três anos.

A companhia alugou uma máquina que transforma ferros e tijolos em areia e pedregulho. Da mistura dos dois materiais com o cimento, surgem os pisos e as nove mil placas que serão usadas como calçada ao redor do parque. O entulho reciclado também servirá de base para a construção da ciclovia e da pista de caminhada.

A massa que une as placas é feita com material reciclado e altamente permeável para absorver rapidamente a água das chuvas. "Por ser feita com o material reciclado toda a calçada é porosa, capaz de absorver a água da chuva. Isso evita que a água vá para as ruas, diminuindo o risco de enchentes. A água fica armazenada no próprio parque, fazendo com que as plantas sejam regadas naturalmente", afirma Graziano.

De acordo com Graziano, o método inovador da construção será incorporado à proposta do espaço, de ser um local completamente acessível e voltado à educação. "O mote do parque é que ele tem que ser educativo e por isso a questão ambiental foi levada muito a sério. Queremos mostrar que existem coisas que podem ser feitas sob o ponto de vista educativo e que também podem reduzir os gastos numa obra", afirma.

O projeto do parque prevê, além da pista de caminhada e da ciclovia, a construção de três quadras poliesportivas com marcação para atividades para-olímpicas, campo de futebol, jardim acessível a deficientes visuais e sete trilhas auto-explicativas, que serão compostas por coleções de plantas e famílias botânicas específicas. Entre elas estão uma trilha de Madeiras de Lei, Árvores Ornamentais, Plantas de Sombra, Árvores Frutíferas, Flores, Plantas Trepadeiras e Plantas Medicinais e Aromáticas. Todas as espécies serão identificadas por placas, com o nome científico e popular de cada planta, sua origem e algumas curiosidades, inclusive em Braille.

A proposta é que o rico material vegetal da área possa ser utilizado por escolas para aulas de biologia e meio ambiente, propiciando o contato direto dos alunos com a natureza. "Quando estiver pronto, o parque será um modelo de adoção e sustentabilidade, além de totalmente educacional e acessível", disse o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo.

Segundo Graziano, o Parque do Povo é um projeto-piloto, que deverá ter seu ganho ambiental e econômico bem avaliado. "Se os resultados forem bons, a idéia é ampliar para toda a cidade a reciclagem de entulho e fazer esse tipo de trabalho em grande escala e em caráter permanente".

(Ecopress com informações do site Aprendiz - 11/01/08, às 11h15

Todo mundo está contaminado?















07/01/2008
Todo mundo está contaminado?
Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, concluiu que todos os 387 voluntários da pesquisa estavam contaminados por substâncias tóxicas nocivas ao organismo. Os participantes tinham acumulado no corpo pelo menos 1% dessas substâncias, chamadas de poluentes orgânicos persistentes (POPs). Elas são produzidas na fabricação de certos tipos de plástico, de determinados herbicidas, inseticidas e fungicidas e na incineração do lixo. Sua presença cumulativa no organismo pode causar câncer e problemas neurológicos.

Os pesquisadores também coletaram dados sobre o modo de vida e os hábitos alimentares dos voluntários e perceberam que a ingestão de alimentos, principalmente de origem animal e ricos em gordura, estava associada a um maior nível de poluentes no organismo. Os participantes mais velhos também apresentaram maior concentração de poluentes no corpo, o que mostra a persistência dessas substâncias na natureza e seu potencial cumulativo.

(Marcela Buscato)

03/01/2008
Os metais que a gente respira

Todo mundo sabe que a queima de combustíveis fósseis aquece o planeta. E que o excesso de alguns gases na atmosfera prejudica a saúde da população. Na última semana um estudo realizado na Faculdade de Saúde Pública de São Paulo mostrou algo que se imaginava, mas que ninguém ainda havia medido: a quantidade de partículas sólidas despejadas na atmosfera pelos veículos.

O nível de emissão está muito acima (cerca de 40%) do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. E não há nenhuma lei que estabeleça um limite, nem órgãos preparados para fazer a fiscalização dos automóveis, ônibus e caminhões mais antigos.

Ao inspirar partículas sólidas, o corpo retém parte delas. Muitas se alojam no sistema respiratório, causando mais que irritação. O mal de Alzheimer, por exemplo, está relacionado de alguma forma à presença de alumínio no organismo. O estudo revela que o alumínio foi um dos metais com maior ocorrência durante os testes.

Foram usadas gasolinas premium, adulterada e aditivada. A premium foi a que mais despejou resíduos sólidos na atmosfera, provavelmente pela característica de impedir a acumulação desses resíduos no motor. Na simulação com veículos movidos a etanol não houve variação significativa entre os tipos de álcool testados.

Estudos científicos já mostraram como a presença desses metais na atmosfera também prejudica as plantas. Nos grandes centros urbanos, mais de 500 espécies apresentaram alterações em suas formas durante o período de floração.

(Luciana Vicária)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

"Poluição Branca" Notícia do Dia: China proíbe distribuição de sacolas plásticas

















Pequim - O governo da China anunciou que vai proibir a distribuição de sacolas plásticas gratuitas no comércio e pediu aos consumidores que usem sacolas de tecido e cestos para reduzir a poluição ambiental.
A regulamentação acontece 15 anos depois de os lojistas passarem a oferecer sacolas baratas, muito finas, para os consumidores. A "poluição branca", uma referência à maioria da cor das sacolas, que abarrotam aterros sanitários e se tornaram uma incômoda visão espalhadas pelas ruas. "Nosso país consome uma enorme quantidade de sacolas plásticas por ano (3 BILHÕES POR DIA). São uma facilidade para os consumidores, mas causam uma enorme perda de energia e recursos e poluição ambiental devido ao uso excessivo, reciclagem inadequada e outras razões", informou o gabinete do Conselho de Estado chinês.

A regulamentação acontece em meio a esforços de Pequim para combater a poluição que acompanha o crescimento econômico. Empresas e plantações produzem produtos de baixo custo para consumo mundial, mas também comprometem gravemente a água e o ar do país. A partir de 1º de junho todos os supermercados, lojas de departamento e comércio em geral serão proibidos de fornecer sacos plásticos gratuitos. Os comerciantes devem expor claramente o preços das sacolas e não podem adicionar esse custo aos produtos.

Reciclagem

A produção, venda e uso dos plásticos ultra finos - com menos de 0,025 milímetros de espessura - também foi banido, de acordo com comunicado do Conselho de Estado. A norma, de 31 de dezembro, publicada no site do governo na terça-feira, pede um "retorno das sacolas de tecido e cestos de compra para reduzir o uso de sacolas plásticas". Também pede aos coletores de lixo que ajudem nos esforços de reciclagem para reduzir a quantidade de sacolas queimadas ou enterradas. Autoridades financeiras devem estudar a aplicação de impostos para desencorajar a produção e venda de sacolas plásticas.

No mundo, a legislação para diminuir o uso de sacolas plásticas foi aprovada em partes da África do Sul, Irlanda e Taiwan, onde autoridades taxam os consumidores que as usam e as companhias que as distribuem. Bangladesh proibiu o uso, assim como ao menos 30 vilas remotas do Alasca. No ano passado, São Francisco foi a primeira cidade americana a banir dos mercados sacolas plásticas que têm petróleo em sua composição. (AE-AP)

Fonte: Agência Estado.

Consumo consciente - consumo sustentável CURSO DE FORMAÇÃO ECOLÓGICA















CONSUMO CONSCIENTE

Infiltração na parede, luzes acesas na casa inteira, torneira pingando, vaso sanitário vazando, frutas e legumes apodrecendo... Você vai ao supermercado para comprar 2 itens e volta com 30 a mais, e cada um numa embalagem diferente que depois vão todas parar no lixo...Escova o dente, lava a louça, toma banho com a torneira ou chuveiro o tempo todo abertos... Essas situações são familiares a você? Então multiplique isto por milhões de pessoas, 365 dias do ano, e você terá a dimensão do nível de desperdício de água, eletricidade, alimentos e outros recursos naturais que ocorre no mundo inteiro e provoca, direta ou indiretamente, um impacto negativo no meio ambiente.

Agora me diga uma coisa: quando você vê televisão, sente-se atraído por itens de anúncios que ficam martelando na sua cabeça e só desaparecem depois que você os adquiriu..... Sente-se vazio e infeliz porque não possui o último modelo de celular lançado pela mídia, ou o carro do ano mais cobiçado pelo seu grupo de amigos, ou aquela marca de tênis, mochila ou sandália bombardeada maciçamente pelos meios de comunicação? E às vezes você compra não apenas um, mas dois ou três itens seja lá do que for porque não conseguiu decidir-se pela cor, modelo, tamanho, etc... Se você se identifica com alguma dessas questões, então...Atenção.... Você pode estar contaminado pelo vírus do consumo, que gera uma doença terrível e muito comum no atual mundo globalizado: a compulsão.

Mas ainda tem mais: Você conhece as empresas que produzem os produtos que você consome? Sabe se elas respeitam as leis ambientais do país, se não perderam ações na justiça pelo uso de trabalho escravo ou infantil, se são corretas com seus funcionários e se desenvolvem projetos de ação e responsabilidade social?

Todas estas questões são importantes de se ter em mente hoje em dia, antes de pensarmos em consumir algo, pois o consumo atual é o maior e mais danoso problema ecológico da atualidade. E a questão da cidadania no século XXI passa pela discussão do consumismo. Somos uma família de 6 bilhões de habitantes, partilhando um futuro comum.

O relatório Planeta Vivo 2004, da organização americana WWF, diz que consumimos 20% a mais do que o planeta consegue renovar. E se nada for feito para mudar o padrão de consumo global, será necessário mais meio planeta Terra de recursos naturais para suprir este consumo, mas se todos os povos do planeta passarem a consumir como os americanos e europeus, serão necessários mais 4,5 planetas Terra. Ou seja, já não temos recursos naturais atualmente para alimentar este padrão de consumo. É preciso, então, mudarmos imediatamente a maneira como nos comportamos enquanto consumidores. E acredite, não nos comportamos muito bem, pois não apenas consumimos muito, como também desperdiçamos muito!

Os Números do Desperdício

O Brasil desperdiça 14 milhões de toneladas de alimentos por ano, enquanto 44 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. 44% de tudo o que é plantado se perde desde a colheita até a distribuição e a comercialização. A cada ano, o Brasil joga fora R$ 12 bilhões de reais com o desperdício de alimentos. Com isto, 8 milhões de famílias, ou 30 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas com cestas básicas no valor de um salário mínimo. Uma casa brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente. Isto representa uma perda de 1 bilhão de dólares por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias. Se uma família desperdiça 350 grs de alimentos por dia, em um mês acaba jogando fora pouco mais de 10 kg de comida, quantidade suficiente para fornecer uma refeição para 30 pessoas...E tudo vai para no lixo.

Os 5 R´s do Cidadão Consciente para Combater o Desperdício

Reduzir o consumo e, conseqüentemente, o lixo produzido;
Reaproveitar embalagens e recipientes sempre que for possível;
Reciclar utensílios e materiais que ganham cara e uso novos;
Respeitar o ambiente em que vive, freqüenta e usa;
Responsabilizar-se pelo lixo produzido, recolhendo-o e descartando-o sempre de forma ambientalmente correta são 5 práticas ecológicas necessárias hoje em dia. Faz bem a todo mundo.

Um consumidor consciente sabe bem o que quer, tem autonomia de pensamentos, não se deixa levar pela cabeça dos outros e nem pelas seduções do mundo moderno, não desperdiça alimentos, não compra mais do que de fato precisa, usa racionalmente a água e a luz e não apenas consome, mas também busca soluções criativas para dar conta do lixo que produz, responsabilizando-se pelo meio ambiente em que vive. Sabe que sua felicidade não está naquilo que tem, nem que seu vazio afetivo pode ser preenchido com a posse de bens materiais. Escolhe consumir preferencialmente produtos que não sejam agressivos ao meio ambiente e/ou a saúde humana, preferindo empresas de credibilidade comprovada, socialmente justas e ambientalmente corretas.
Agora é Com Você

Programe as compras semanais, pois isso permitirá a aquisição apenas do essencial para a alimentação da família, evitando a perda de alimentos que se estragam ou ficam com a data de validade vencida;
Ponha no prato apenas aquilo que realmente você tem certeza de que vai comer;
Se sobrar algum alimento do almoço, recicle: bem temperadas as sobras podem se transformar em ótimos bolinhos, sopas, risotos e outros pratos novos e criativos;
Não jogue fora talos e folhas: são ingredientes preciosos para acrescentar às saladas, sopas e recheios de tortas;
Compre apenas aquilo que for necessário, evitando os supérfluos excessivos e de última hora;
Informe-se sobre as empresas que produzem os produtos que você mais consome. Procure saber que tipo de postura ela adota com relação ao meio ambiente e com seus trabalhadores, se respeita a legislação ambiental do seu país e se ela desenvolve algum projeto de ação e responsabilidade social; Há inúmeras empresas poluidoras que só se mantêm no mercado porque seus consumidores continuam à comprar seus produtos apesar das irregularidades e ilegalidades.
Ao ir às compras, evite a compulsão de levar vários itens de um mesmo produto;
Antes de adquirir um aparelho eletroeletrônico, procure saber quais marcas economizam mais energia;
Para reeducar o impulso e combater a compulsão adote o seguinte método: Quando vir algo numa loja, supermercado ou num site de compras, não o compre no mesmo dia. Vá embora e pense sobre o assunto. Questione seu desejo de consumo. Será que você realmente quer ou precisa daquilo? Pense nisso primeiro por 3 dias. Se após este tempo você ainda quiser comprar este produto, faça-o então, e seja feliz.


Tempo de Degradação dos Materiais













Resíduo Tempo
ÓLEO DE FRITURA RESIDUAL - INDETERMINADO
Jornais - de 2 a 6 semanas
Embalagens de papel - de 1 a 4 meses
Guardanapos de papel - 3 meses
Pontas de cigarro - 2 anos
Palito de fósforo - 2 anos
Chiclete - 5 anos
Cascas de frutas - 3 meses
Nylon - de 30 a 40 anos
Copinhos de plástico de - 200 a 450 anos
Latas de alumínio - de 100 a 500 anos
Tampinhas de garrafa - de 100 a 500 anos
Pilhas e baterias - de 100 a 500 anos
Garrafas de plástico - mais de 500 anos
Pano - de 6 a 12 meses
Vidro - indeterminado
Madeira pintada - 13 anos
Fralda descartável - 600 anos
Pneus - indeterminado

Fonte: Grippi 2001, Lixo 2003.


COLETA SELETIVA NAS ESCOLAS
















Projeto de Lei da deputada Vanessa Damo (PV) que torna as escolas estaduais postos de coleta seletiva de resíduos recicláveis foi aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo. Agora, aguarda sanção do governador do Estado

O Estado de São Paulo pode ganhar, nos próximos meses, seu primeiro programa de coleta seletiva em escolas da rede estadual de ensino. O Projeto de Lei nº 759 " Programa de Reciclagem Ambiental Participativa (Perap) ", de autoria da deputada Vanessa Damo (PV), foi aprovado na última quarta-feira (21/11), pela Assembléia Legislativa do Estado.

Se for sancionado pelo governador José Serra, o PL garantirá que todas as escolas estaduais de ensino integral e as Escolas da Família se tornem postos de coleta seletiva de resíduos recicláveis. Os recursos provenientes da venda desses materiais serão revertidos em prol da própria instituição.

O objetivo principal do Perap é ser um projeto-piloto eficaz para resolver o problema do "apagão do lixo" de São Paulo. Diariamente, são produzidas, apenas na capital do Estado, cerca de 14 toneladas de resíduos sólidos por dia " o que provoca o esgotamento dos aterros sanitários existentes. "É urgente que o poder público paulista adote políticas públicas que busquem incentivar a reciclagem. Só assim poderemos gerenciar, com eficiência, o problema do lixo", defende a deputada Vanessa Damo.

Com a implantação do programa, todo o material com potencial para ser reciclado " como papel, papelão, derivados de celulose, garrafas plásticas, vidros, metais, lâmpadas fluorescentes e halógenas e borracha " poderá ser levado para uma escola estadual. E, dali, encaminhado para a reciclagem. Além disso, as instituições também poderão receber óleo de cozinha usado, que será destinado à produção de biodiesel.

"Não bastasse servir como fonte de energia renovável, a medida ainda evitará o despejo de toneladas de óleo nos esgotos domésticos, o que contamina seriamente rios e córregos", explica Vanessa. Materiais como pilhas, baterias, e artigos eletrônicos, que não são recicláveis, também poderão ser encaminhados às instituições para que não poluam o ambiente. Esses itens serão devolvidos aos respectivos fabricantes.

Outro ponto previsto no Perap é um incremento à educação ambiental nas escolas em que programa estiver em funcionamento. As instituições deverão oferecer aos alunos metodologia para que aprendam sobre sustentabilidade ambiental. A intenção é que se tornem multiplicadores desta consciência e envolvam toda a família no processo da reciclagem. (Ecopress com informações da assessoria - 03/12/07, às 8h05)

Informações para a imprensa

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+ A GUERA CONTRA A GARAFA PLÁSTICA DE ÁGUA MINERAL =

A água mineral é hoje associada ao estilo de vida saudável e ao bem-estar. As garrafinhas de água mineral já se tornaram acessório dos esportistas, e, em casa, muita gente nem pensa em tomar o líquido que sai da torneira – compra água em garrafas ou galões. Nos últimos dez anos, em todo o planeta, o consumo de água mineral cresceu 145% – e passou a ocupar um lugar de destaque nas preocupações de muitos ambientalistas. O foco não está exatamente na água, mas na embalagem. A fabricação das garrafas plásticas usadas pela maioria das marcas é um processo industrial que provoca grande quantidade de gases que agravam o efeito estufa. Ao serem descartadas, elas produzem montanhas de lixo que nem sempre é reciclado. Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização para esclarecer que, nas cidades em que a água canalizada é bem tratada, o líquido que sai das torneiras em nada se diferencia da água em garrafas. Organizações européias e americanas até estimulam as pessoas a escrever a seus restaurantes favoritos pedindo que suspendam a venda de água mineral e, dessa forma, contribuam com a preservação do planeta.
As campanhas têm dado resultado nos lugares onde a preocupação ambiental já ganhou a adesão das multidões e os moradores confiam na água encanada. Os órgãos públicos de São Francisco, nos Estados Unidos, estão proibidos de comprar água mineral para seus funcionários. Outras grandes cidades americanas, como Los Angeles e Salt Lake City, já adotaram a mesma medida. Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006. Esses processos produziram estimados 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa, poluição equivalente à de 455.000 carros rodando normalmente durante um ano. O dano é multiplicado por três quando se consideram as emissões provocadas pelo transporte e refrigeração das garrafas.
O problema comprovado e imediato causado pelas embalagens de água é o espaço que elas ocupam ao ser descartadas. Só no Brasil, que recicla menos da metade das garrafas PET que produz, mais de 4 bilhões delas viram lixo todos os anos. Como demoram pelo menos 100 anos para se degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente. Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água que pode ser foco de doenças, como a dengue. A maioria dos ambientalistas reconhece, evidentemente, que no Terceiro Mundo, com vastas regiões nas quais não é recomendável consumir água diretamente da torneira, quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança. De acordo com um relatório da ONU divulgado recentemente, 170 crianças morrem por hora no planeta devido a doenças decorrentes do consumo de água imprópria.
Um estudo apresentado neste ano na Royal Geographical Society, na Inglaterra, chamou atenção para o fato de que a contaminação da água potável por arsênio em inúmeros países, principalmente na Ásia e na África, poderá aumentar consideravelmente os casos de câncer nos próximos anos. Mesmo assim, ao comprar água mineral nesses países, não se tem segurança de estar consumindo um produto saudável. Estima-se que quase metade da água vendida como mineral em Pequim seja de má qualidade. A questão é tão grave que o governo chinês elaborou um plano para reforçar o controle de procedência das garrafas de água por meio de etiquetas eletrônicas durante as Olimpíadas de Pequim, no ano que vem. Espera, dessa forma, impedir a circulação de produtos adulterados.
No Brasil, o termo água mineral acabou se tornando referência para designar diferentes tipos de água engarrafada. A rigor, a expressão identifica a água proveniente de nascentes ou aqüíferos subterrâneos e que contém minerais como cálcio, potássio e sulfato de sódio. Cada água, dependendo de sua composição mineral, pode ter um sabor característico. A água mineral também pode ser produzida artificialmente por meio da adição de sais ou gases à água tratada. Nesse caso, é chamada de água adicionada de sais. Ao contrário do que ocorre no Brasil, onde as minerais representam quase a totalidade do mercado, a maior parte do mundo consome outro tipo de água engarrafada: a purificada. Ela é a água da torneira submetida a processos de filtragem e tratamentos químicos que variam conforme cada fabricante. As marcas mais vendidas estão nas mãos de apenas quatro grandes empresas: Nestlé, Danone, Coca-Cola e PepsiCo, em ordem de porcentual de participação. O restante do mercado mundial é formado pelas águas purificadas e fortificadas por vitaminas, estimulantes naturais, como a cafeína, e extratos de ervas com propriedades terapêuticas. Segundo os médicos, a quantidade de minerais contida tanto nas águas de nascentes e aqüíferos quanto nas purificadas é muito pequena para torná-las mais saudáveis do que a água da torneira. Diz o fisiologista Paulo Zogaib, professor de medicina esportiva da Universidade Federal de São Paulo: "Não há pesquisas científicas que comprovem que essas águas são melhores para a saúde. O importante é manter o corpo hidratado com água de procedência segura".
A crença nos benefícios da água mineral remonta à Antiguidade, quando se disseminou o costume de beber água de fontes consideradas terapêuticas ou utilizá-la em banhos especiais. Dizia Píndaro, poeta grego que viveu no século V antes de Cristo: "O mais nobre dos elementos da natureza é a água". No século XIII, as águas de San Pellegrino, região próxima a Milão, na Itália, e de Fiuggi, ao sul de Roma, já eram consideradas milagrosas para tratar uma série de males. Michelangelo foi a Fiuggi para se tratar de pedras nos rins. No século XIX, as visitas periódicas a estâncias hidrominerais, inspiradas nas antigas termas romanas, tornaram-se um hábito bastante difundido. No verão, Vichy, na França, costumava receber Napoleão III e sua corte, além de outros 300.000 visitantes que acreditavam nos benefícios da água local. Nesse período, as águas de algumas dessas estâncias já eram engarrafadas e vendidas. O vidro das garrafas, no entanto, dificultava o transporte, além de encarecer o produto. A partir do século XIX, o advento das rodovias e da industrialização facilitou o comércio e permitiu que a venda de águas se tornasse um negócio lucrativo. Hoje, com o culto à saúde na ordem do dia, a mística em torno das águas minerais se mantém. Para desgosto dos ambientalistas.

Fonte: Rafael Corrêa e Vanessa Vieira (Veja) - Boletim Recicláveis.com.br